À distancia de um voo entre Bruxelas e Porto

9 de março de 2012
Esta pequena nota ocorre-me poucas horas após mais uma plenária do Comité das Regiões em que participei e é escrita no avião em pleno voo entre Bruxelas e o Porto.
Regresso surpreendido com Durão Barroso e com a sua intervenção na reunião em que esteve connosco.

Falou de investimento publico, execução do QREN, de taxar operações financeiras, de crescimento e emprego, de economia social de mercado, da agenda 2020, de investir em qualificação,inovação e tecnologia e de dar prioridade aos investimentos estruturantes no espaço europeu, na energia,nos transportes e nas infra-estruturas tecnológicas. Até de PPP's (parcerias publico privadas) falou.
Barroso passou a ideia de que a Europa do futuro passa pelo rigor e pela responsabilidade orçamental mas também por um caminho de solidariedade e de modernização e investimento...de investimento publico!

Nada que agora esteja no discurso e na pratica do Governo em Lisboa.
A prioridade que passa no seu discurso de combate ao desemprego jovem - são cerca de 5 milhões na UE entre o total de 25 milhões - pareceu genuína.
O discurso do Presidente da Comissão Europeia nada tem a ver com os da sua família política que têm responsabilidades políticas em Portugal. Depois destes ultimos tempos a ouvir o que ouvimos por cá confesso que sem estar animado vinha mais aliviado.
Só que foi Sol de pouca dura!

Quando abri o jornal em pleno avião, li as propostas sobre mobilidade e aquelas declarações do deputado da maioria a afirmar que quem não concorda ou não está bem que saia. Mais do que toques de arrogância é o mostrar de uma verdadeira face.
O anterior Governo entre 2005-2010 diminui em quase 70 mil o numero de funcionários públicos.

Uma coisa é racionalizar, modernizar e ajustar financeiramente; outra coisa é a perda de qualidade dos serviços para justificar a sua destruição e a sua eliminação ou privatização. Ou seja, passar a ser negocio o que é função social e o que torna mais justa uma sociedade.
Para mais juntando a tudo isso um grande desprezo pelas pessoas!

16,Fevereiro,2012
António Borges

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