O otimismo do Governo é o desespero de um Povo...

António Cabral
24 de novembro de 2012
Afinal 200 mil anos volvidos e as diferenças, apesar dos avanços incomparáveis de um ser, a forma de pensar passa ainda pela “inevitabilidade” porque é mais fácil de explicar, desistindo do exercício de um raciocínio lógico com o fim de um bem comum.
Desde os primórdios, que o Homem tenta encontrar explicações para os fenómenos e as dificuldades com que se deparam, bem como a sua própria origem.

Esses fenómenos e dificuldades eram de tão difícil compreensão, que eram “aceites” como “castigos”, e as conclusões afunilavam sempre para algo supremo, algo superior dada a incompreensão dos fenómenos, que eram assim, assumidos como “inevitáveis” e como tal fariam “oferendas”, “s...acrifícios”, a esse “ser” superior para que os poupasse a esse desígnio.

Apesar de nos encontrarmos a 200 mil anos do primeiro Homo Sapiens de que temos conhecimento, a forma de encarar os “fenómenos” ou “dificuldades” mantêm-se para uma grande fatia da população Humana, aceitados como “inevitáveis”, seguindo as Teorias escritas para a sua resolução, não aceitando sequer que possam ser colocadas em causa por novas Teorias, ou pensamentos, seguindo irredutíveis no caminho que os seus “ideais” apontam, alienando o dever Social para se manterem “fiéis” ao liberalismo desmedido.

Esta constante busca de um deficit, de um caminho alavancado única e exclusivamente pela austeridade, “ofertando” o sacrifício de um Povo para que os poupem à “ira” desmesurada de um mercado ávido de ganhos extra, à espera que eles sejam piedosos com alguns, apenas alguns, esquecendo todo um Povo.
Afinal 200 mil anos volvidos e as diferenças, apesar dos avanços incomparáveis de um ser, a forma de pensar passa ainda pela “inevitabilidade” porque é mais fácil de explicar, desistindo do exercício de um raciocínio lógico com o fim de um bem comum.

O otimismo de um Governo, é hoje o desespero de um Povo…

(António Cabral)

"Nem empresários nem economistas. O Orçamento do Estado para o próximo ano merece nota negativa de todos.
No projeto Budget Watch, que junta economistas inquiridos pelo Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) e empresários escolhidos pela consultora Deloitte, foram analisadas 10 dimensões e indicadores, e os inquiridos encontraram falta de transparência e rigor.
Um cenário macroeconómico pouco credível e um otimismo pouco desejável nesta altura de crise profunda."*
*Rádio Renascença – 24-11-2012, Pinto, Vera

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