“O Espirito Solidário do nosso Município”

Jorge Machado
4 de outubro de 2012
Felizmente que os trabalhadores do nosso concelho vão sentir o laço da corda folgar um pouco, pois por deliberação do executivo camarário e aprovação por unanimidade em sede da Assembleia Municipal.
Não há dúvidas para ninguém que os tempos que atravessamos são demasiadamente tenebrosos. Vivemos um cíclo de grande receio e medo. E como diz o velho “Rifão”: Um homem sem medo é um homem sem fé”. Eu tenho fé logo tenho medo. Mas a densidade do medo mede-se conforme o tipo de circunstâncias que o gera.
Durante a minha existência, vivi dois momentos em que o meu medo atingiu o seu grau máximo. O primeiro aconteceu aos 22 anos de idade quando em plena guerra colonial era convocado a dar sangue directamente das minhas veias para colegas que ficavam sem pernas, braços, etc etc. Foram tempos terríveis.
Embora por razões diferentes, hoje volto a ter muito medo, porque temos de novo o País em guerra, fruto da acção de um Governo incauto e insensível que dispara os seus petardos tendo como alvo principal a espinha dorsal de um País, que é a classe média e toda a sua juventude. Como escreveu Camões na sua principal obra literária “Os Lusíadas” canto III – 138, “Um fraco rei faz fraca forte gente”. Na actual conjuntura, temos de facto um geverno muito fraco que está a fazer fraca a sua forte gente. Hoje cada português tem a corda da “forca” no pescoço cujo laço nos vai apertando gradualmente em cada dia que passa. Corremos o sério risco de sermos todos enforcados. È por isso que tenho muito medo não só por mim, mas também pela nossa juventude e pelas gerações que hã-de vir.
Felizmente que os trabalhadores do nosso concelho vão sentir o laço da corda folgar um pouco, pois por deliberação do executivo camarário e aprovação por unanimidade em sede da Assembleia Municipal, o seu IRS vai beneficiar este ano da totalidade da percentagem que o Município lhes podia subtrair (até 5%), refletindo-se positivamente e de que maneira no seu orçamento familiar. Trata-se de um enorme gesto do nosso Município não só de índole material, mas acima de tudo, porque encerra em si mesmo uma grande dose de sensibilidade e de enorme sentimentalismo humano. Os trabalhadores do concelho não irão esquecer o espirito de solidariedade demonstrado pelo timoneiro desta medida a quem certamente ficarão reconhecidos.

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