Falar com franqueza

António Cabral
14 de abril de 2012
O acto de dizer a verdade pode ser perigoso, viver em verdadeira democracia é viver perigosamente, mas é a única via da verdadeira liberdade com a coragem de falar com franqueza.
Nesta quadra pascal, relembra-se a condenação de um Homem por ser considerado uma ameaça ao poder de alguns. Digo, relembra-se porque me recuso a dizer celebra-se, não se pode festejar a execução de alguém por apenas falar a verdade, e os momentos mais importantes do Mundo devem ser relembrados para que não se esqueça o seu real significado.
Assim, recorda-se este Homem, Jesus, que defendia a verdade nua e crua, que ousava falar com franqueza, mesmo que essa franqueza o tivesse levado inevitavelmente à situação de risco que se perpetuou, e é precisamente neste momento que o nosso Primeiro-ministro e a sua “dream-team”, mais uma vez, falam para as “massas” como desprovidas de racionalidade, se refugiam em monólogos “ronceiros” e auto defensivos. Como diz, Pacheco Pereira, “é evidente a má-fé do Primeiro-ministro” em mais uma declaração que é tudo menos falar verdade. Este executivo tem sido fértil neste acto de falar inundado de escassez de franqueza. É um executivo parco de falta de coragem, que toma as medidas como inevitáveis e provocadas por outrem e se esconde na sua “carapaça” fingindo-se de “morto” até que o perigo passe. Quase “Nos conseguem convencer que a culpa seja do que for é Nossa”.
O acto de dizer a verdade pode ser perigoso, viver em verdadeira democracia é viver perigosamente, mas é a única via da verdadeira liberdade com a coragem de falar com franqueza.
Cabe-nos Lembrá-lo para “Que a sua morte não tenha sido em vão”
(António Cabral)

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