OS “MANEIRINHOS” DA POLÍTICA!

António Silvano de Moura
13 de abril de 2012
António Silvano Moura
Aparecem agora os “maneirinhos” do momento a inaugurarem “obra feita”, como de sua autoria se tratasse!
Aparecem agora os “maneirinhos” do momento a inaugurarem “obra feita”, como de sua autoria se tratasse!

SEMPRE FOI ASSIM, É VERDADE!
Entidades e governos inauguraram obras iniciadas ou comparticipadas por entidades e/ou governos anteriores.
Mas que em actos, que deveriam ser solenes, e só porque não querem fazer referência ao “pai da obra” terem o despudor de criticarem e apelidarem de “despesista” O CRIADOR DO BEM, mesmo que concordem serem tais obras muito importantes e necessárias ao fim em vista, SÓ LEMBRA ao “MANEIRINHO DA POLÍTICA”!

NESTA CRISE SÃO SEMPRE OS MESMOS A PENAR!
Quem tem o tempo passado e vivido, após o 25 de Abril, momentos de crise, e já lá vão três, tem o direito a uma maior indignação, por verificar que, ao contrário das duas primeiras em que houve por parte dos governantes a preocupação de uma repartição mais cuidadosa dos sacrificios, tendo sempre em atenção os portugueses mais vulneráveis, na crise actual são sempre os mesmos a expiar as penas das loucuras dos mais poderosos, que fazem da crise “arma de arremesso” contra os mais desprotegidos para os colocarem num lugar de dor e de sofrimento, pois é preciso lembrar-lhes que a pobreza é estado de respeito e de subserviência(!) e que num mundo equilibrado “SEMPRE HOUVE RICOS E POBRES” e que os pobres devem “RESPEITO” aos ricos.

EM ALTURAS DE CRISE A PALAVRA DE ORDEM FOI SEMPRE “CORTAR” em tudo o que é público!

MAS NUNCA NENHUM GOVERNO FOI TÃO LONGE NESTE ESTADO DE COISAS!
Suspendeu as obras em execução nas escolas secundárias, sendo uma das suas razões que os materiais a aplicar são luxuosos, confundindo-os, com certeza, com a “qualidade” que deve existir num parque escolar com instalações de condições de ensino dignas e de bem-estar, que serão, quanto a mim, também um incentivo a favor do combate ao insucesso escolar.

MAS ALTO AÍ!!! PENSAM ELES!
QUALIDADE?!!! só nas escolas do ensino privado, porque aí, sim, estudam os filhos de quem pode, os protegidos da NAÇÃO, os RICOS.

Em tudo o que é público há que cortar, por forma a criar condições para a sua privatização e entrega às Seguradoras e/ou a grandes grupos económicos.

E, POR ISSO, ATACAR TAMBÉM O SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE (SNS) ESTÁ NO OBJECTIVO e aqui o seu pai biológico (ainda vivo) indigna-se e revolta-se. Se estivesse morto já muitas voltas teria dado no sítio de enterramento.
São sempre os mesmos a sofrer, aumentando-se as taxas moderadoras, que baixa, consequentemente, a procura dos cuidados primários de saúde, aumentando-se os medicamentos, aumentando-se a energia eléctrica, aumentando-se os bens de primeira necessidade e, por isso, em 15 dias morreram mais de 14.000 idosos vítimas de gripe.É esta a explicação e não outra!
MAS APARECEU MAIS UM “MANEIRINHO DA POLITICA” (o Director-Geral de Saúde) a justificar nas TVs o acontecido com um gráfico “mal amanhado”, onde se poderia ler, segundo ele, que estas situações eram “ciclicas”.
É VERDADE SIM! São ciclicas mas têm como coincidência não só o estado do tempo, mas também quando alguns governos estão no poder (sempre os mesmos)!
Já agora a talho de foice, sabia que a taxa moderadora de uma consulta num hospital privado do Banco Espirito Santo, onde podem acorrer os titulares de certos subsistemas de saúde, custa 3,99€ e que num hospital público custa 20,00€? PORQUE SERÁ?.

JÁ vai longo e maçador, para alguns, este meu desabafo, mas não possso terminá-lo sem antes lembrar mais uma do já referido “MANEIRINHO”.
Há dias, com pompa e circunstância, assinalou que iriam ser criadas mais 10.000 vagas para idosos em lares.
À primeira reacção pensei... é bom!!!! Com a construção de novos lares mais um grupo de idosos que vai ter acesso ao bem-estar no final de suas vidas!...
Mas logo a seguir o desânimo! Afinal as vagas serão criadas à custa da redução dos espaços, onde cabe um cabem dois e onde cabem dois cabem três, com a justificação que os espaços criados nos recentes lares construídos estão sobredimencionados.
Era até há pouco tempo exigência na autoria dos projectos de lares, que os utentes ali a internar tivessem qualidade, tivessem privacidade e tivessem acima de tudo dignidade e bem-estar, com o cumprimento das normas europeias e a vigilância e o licenciamento do Instituto de Solidariedade Social. Mas, para ele é tempo de se acabar com isso, o que é preciso é “albergar”, transformando os actuais lares em “asilos” de má memória.
Claro que os outros “Maneirinhos”, desejosos dos proveitos, aplaudem!!!!
Termino e espero não ter motivos, o que não acredito, para voltar tão depressa a esta página!

(António Silvano de Moura – Militante Socialista)

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